terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Review de Assassin's Creed Rogue

Assassin's Creed Rogue traz uma proposta diferente do que estamos acostumados em Assassin's Creed, dessa vez você controla um Assassino que ao passar do tempo se transforma em um Templário por causa de uma missão em que ele foi enviado para Lisboa mas algo deu muito errado, então ele deixa de acreditar nos Assassinos e se junta aos Templários.
O nome do protagonista é Shay Patrick Cormac, eu não sei onde ele nasceu mas ele é de uma família irlandesa, pois seu navio Morrigan tem o nome de uma divindade da mitologia irlandesa, Morrigan era a deusa dos conflitos. É possível decorar o Morrigan com vários detalhes relacionados á lobos porque essa foi uma das formas animais assumidas por Morrigan, mas ela também é conhecida por assumir a forma de um corvo.
O sistema naval do jogo é quase idêntico ao de Assassin's Creed Black Flag, mas o Morrigan possui algumas coisas á mais do que o Jackdawn como uma arma que é capaz de dar vários tiros seguidos e um quebrador de gelo na ponta, que nem é tão útil pois ele é usado poucas vezes no jogo.


O sistema de combate também é quase idêntico ao de Assassin's Creed Black Flag, mas novas armas foram adicionadas, como o rifle de longa distância que pode atirar três tipos de munição diferentes, que são uma granada de veneno que faz os inimigos dormirem temporariamente, uma bomba que pode ser usada para quebrar obstáculos e matar vários inimigos de uma vez e uma luz que é semelhante á um sinalizador e serve para distrair os inimigos, mas se atirar em um barril de pólvora com ela o barril explode, Shay também tem um pano que ele usa para proteger o nariz e a boca contra gases venenosos.
O uniforme templário dele é bem bonito mas eu me decepcionei por causa de duas coisas, em todas as imagens promocionais ele é mostrado com um capuz e uma cruz templária vermelha no peito, eu achei que esses dois detalhes eram os mais bonitos e deixavam o uniforme muito melhor, mas no jogo o uniforme não tem capuz e sim uma gola alta e uma cruz templária cinza no peito que nem da pra ver direito.
Imagem promocional
Imagem tirada do jogo
O jogo é importante para entender completamente a saga Kenway, pois ele se passa entre o Assassin's Creed Black Flag e o Assassin's Creed 3, e o final é importante para entender o início do Assassin's Creed Unity, falando em AC Unity, esse jogo é bem completo e não possui muitos bugs além dos que ja estamos acostumados, eu joguei sem nenhum problema e os únicos bugs que eu presenciei foram aqueles que eu ja estava acostumados a ver em Assassin's Creed, por exemplo você mirar em um monte de feno para dar um Salto de Fé e ele pular no nada e morrer.
A visão de águia no jogo é meio roubada, como sempre os inimigos ficam vermelhos, os civis em azul e os inimigos dourados, mas o que eu achei roubado é que você pode ver os inimigos através de paredes e marcar até 10 inimigos diferentes, em Assassin's Creed 3 ja tinha isso mas pelo menos tinha um limite de tempo até os efeitos da visão de águia passarem, enquanto nesse o efeito fica infinitamente até você se afastar do alvo marcado.
Uma coisa que enche o saco nesse jogo é que quando você vira Tempário, vários caçadores enviados pelos Assassinos ficam escondidos na cidade para tentar te matar, e isso é muito chato porque quando você tenta explorar a cidade normalmente, do nada aparece um desses inimigos para tentar te matar, para saber quando eles estão se aproximando tem um sistema que foi retirado do modo online do jogo em que você começa a ouvir sussurros e uma círculo azul que vai se enchendo conforme você se aproxima do inimigo, e quando você se aproxima demais o círculo enche, então é só ligar a visão de águia para descobrir onde o inimigo está e mata-lo, mas o que enche o  saco é que isso acontece o tempo todo, você acaba de matar um inimigo desse e ja tem outro te esperando na outra esquina, e o pior é que as vezes tem dois desses no mesmo lugar, e esse inimigo pode surgir de cima de prédios para tentar fazer um assassinato aéreo ou escondido em montes de feno e no meio de plantas, eu entendi que os produtores queriam aumentar o desafio, mas esses inimigos são tão frequentes que irritam.
Embora o Shay tenha se tornado um Templário, seus ideais e motivações são totalmente Assassinos, um exemplo de  um bom Templário é o Haytham Kenway (que está presente no jogo), ele não liga para a vida dos outros e faz de tudo para conseguir as informações que procura, mas o Shay da valor á vida dos outros e não gosta de matar á toa, mas ele não fica bravo com o Haytham quando ele mata inimigos sem nenhum motivo, uma coisa que eu não entendi no jogo é que você pode matar civis normalmente e nada acontece com você, você pode sair andando, ativar sua Hidden Blade e matar um civil e o jogo não te puni.
Nesse jogo o Haytham é um Grão-Mestre Templário que as vezes ajuda o Shay a realizar algumas missões, e o Aquiles é um Grão-Mestre Assassino que treinava o Shay quando ele era Assassino e é o principal motivo do Shay ter abandonado a Irmandade, eu não posso falar mais que isso porque senão seria spoiler.
A história é boa mas da pra perceber que ela perde o foco inicial, no início do jogo o Shay fazia de tudo para recuperar um manuscrito que possuía poderes semelhantes á maçã ou outros artefatos do Éden, mas quando a história avança ele passa a ignorar esse manuscrito e aparentemente ele esquece completamente dele.
A história moderna do jogo não foi muito bem trabalhada, no jogo você é só mais um trabalhador da Abstergo que deu sorte e conseguiu pegar memórias importantes, uma coisa que é revelada pra você logo de cara é que a Abstergo não é uma só indústria farmacêutica e sim uma Ordem formada por Cavalheiros Templários, nada que a gente não saiba, mas o que é legal da história moderna do jogo é que são reveladas vários coisas sobre o passado do jogo, desde personagens do primeiro Assassin's Creed até o Assassin's Creed Unity, essas informações são pegas hackeando os computadores do jogo, é bem legal para quem quer saber mais sobre a história da saga, esses documentos que você pega nos computadores mostram a visão dos Templários sobre os acontecimentos da saga, eu não achei nada sobre o Desmond falando sobre o que fizeram com o corpo dele nem com a maçã que ele carregava naquela bolsa preta antes de morrer, mas no final são reveladas informações importantes sobre o paradeiro do Shaun e da Rebecca, é possível explorar quatro andares diferentes da Abstergo, a entrada principal, o andar onde fica os Animus, o subsolo de segurança, e o ultimo andar onde o chefão da Abstergo fica, todos os andares são praticamente idênticos aos de Assassin's Creed Black Flag, até os bonecos de AC Black Flag estão lá, a única coisa importante que eu achei foi um anúncio de um Assassin's Creed Rising Phoenix, não se sabe muita coisa sobre esse novo Assassin's Creed, mas rumores dizem que vai ser uma nova animação como o Assassin's Creed Embers ou um jogo de PS Vita.
O jogo é importante para entender mais sobre Assassin's Creed 3 e 4, o início de Assassin's Creed Unity, e saber mais sobre a história moderna, mas eu não acho que seja um jogo obrigatório para a série, ele é bom, apresenta uma boa jogabilidade, várias inovações e uma história legalzinha, que poderia ser mais bem trabalhada se a Ubisoft não estivesse com essa mania de ficar lançando vários Assassin's Creeds por ano, mas não acho que seja algo obrigatório para os fãs da série, se você quer ver o jogo mas não quer comprar, eu recomendo que você assista uma série do jogo no YouTube, o que é mais importante no jogo é o final mesmo (tanto para Assassin's Creed Unity quanto para a história moderna da série), mas se quiser assistir só o final do jogo eu não acho que vai perder muita coisa.